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	<title>Liberdade e Dignidade</title>
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		<title>&#8220;Ao Sul da Fronteira&#8221;&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 13:48:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Filme de Oliver Stone capta as mudanças democráticas no continente sul-americano O filme “Ao Sul da Fronteira”, dirigido por Oliver Stone foi aplaudido durante vários minutos após a sua exibição, na segunda-feira, dia 7, durante o 66° Festival de Cinema Internacional de Veneza. A estreia contou com a presença do presidente venezuelano, Hugo Chávez, bastante [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liberdadeedignidade.wordpress.com&amp;blog=5542968&amp;post=165&amp;subd=liberdadeedignidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Filme de Oliver Stone capta as mudanças democráticas no continente sul-americano</p>
<p>O filme “Ao Sul da Fronteira”, dirigido por Oliver Stone foi aplaudido durante vários minutos após a sua exibição, na segunda-feira, dia 7, durante o 66° Festival de Cinema Internacional de Veneza. A estreia contou com a presença do presidente venezuelano, Hugo Chávez, bastante aplaudido desde a chegada junto com o diretor.Stone afirmou durante coletiva de imprensa no final da manhã, que sempre ficou “intrigado com a maneira como a mídia norte-americana trata Hugo Chávez”. Disse que “Ele é muito popular na Venezuela, já saiu vencedor em vários processos eleitorais, a pobreza foi cortada à metade, a melhoria social foi grande. É uma mudança maravilhosa”.<br />
O documentário de 75 minutos descreve, por meio de diversas entrevistas, as mudanças políticas vividas em todo o continente sul-americano nos últimos dez anos, a partir da eleição de Hugo Chávez em 1998, na Venezuela. As entrevistas se contrapõem às chamadas feitas por noticiários das grandes mídias norte-americanas. O filme põe em evidência a campanha midíatica impulsionada pelos meios televisivos norte-americanos contra os processos de mudanças vividos na América Latina e especificamente na Venezuela.<br />
“Foi o primeiro presidente latino-americano que desafiou ao Fundo Monetário Internacional, essa organização neoconservadora que obriga a aplicar medidas duras em todo o continente e que provocou a desvalorização na Argentina, por isso o considero um herói”, afirmou Stone. “Chávez se revelou um fenômeno, viajamos muito, quase um ‘road movie’ (filme de estrada, em inglês), para ver a incrível mudança que está atravessando este país”, comentou, sobre a produção do filme.<br />
O roteirista do filme, o historiador e escritor anglo-paquistanês, Tareq Ali, destacou que “os meios de comunicação dos Estados Unidos e Europa atuam contra a América do Sul e todos os seus presidentes. Então decidimos fazer um filme que desafie todas essas campanhas. A idéia é mostrar ao público norte-americano, quem são esses presidentes para que possa decidir e formar sua própria opinião”.<br />
Ao se manifestar sobre o diretor do filme, Chávez destacou que “Oliver compreendeu muito bem que na América Latina se está forjando uma revolução. Seu documentário é um tributo à América Latina, que está lutando para unir-se e forjar seu próprio destino”, afirmou o presidente venezuelano, que recebeu em Veneza muitas manifestações de apoio ao processo político que lidera em seu país.<br />
No filme, além de Chávez, também são entrevistados os presidentes, Luiz Inácio Lula da Silva; o boliviano, Evo Morales; a presidente argentina, Cristina Kirchner; o líder cubano, Raúl Castro; o presidente equatoriano, Rafael Correa; e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo.</p>
<p>“É a primeira vez na história que os governantes de alguns países se parecem com os seus governados”, afirmou a presidente argentina, Cristina Kirchner, ao citar os líderes latino-americanos, como Evo Morales, Chávez e Lula.<br />
“Tivemos por muitos anos uma elite servil aos Estados Unidos”, afirma Lula no documentário, que também exige o fim do embargo a Cuba, a paz no Oriente Médio e a permissão para que Chávez visite os EUA.<br />
Oliver Stone, de 62 anos, conta com grande reconhecimento internacional por seus filmes “Platoon” (1986) e “Nascido em 4 de julho” (1989), JFK, Wall Street e W (sobre a vida do ex-presidente dos EUA, George W. Bush), além de diversos filmes sobre a realidade da América Latina, como “Comandante” (2003), sobre Fidel Castro, e “Salvador” (1986), sobre o conflito na América Central.</p>
<p>Fonte: http://saiddib.blogspot.com/2009/09/ao-sul-da-fronteira.html</p>
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		<title>A indústria dos planos de saúde nos EUA contra Michael Moore</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 13:33:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liberdade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A indústria dos planos de saúde nos EUA contra Michael Moore Sáb, 27 de Novembro de 2010 Depois da realização do documentário “Sicko”, uma denúncia contra o sistema privado de saúde nos Estados Unidos, executivos de empresas de planos de saúde decidiram desencadear um plano contra o trabalho de Michael Moore. Um estudo recente da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liberdadeedignidade.wordpress.com&amp;blog=5542968&amp;post=158&amp;subd=liberdadeedignidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria dos planos de saúde nos EUA contra Michael Moore</p>
<p>Sáb, 27 de Novembro de 2010</p>
<p>Depois da realização do documentário “Sicko”, uma denúncia contra o sistema privado de saúde nos Estados Unidos, executivos de empresas de planos de saúde decidiram desencadear um plano contra o trabalho de Michael Moore. Um estudo recente da Faculdade de Medicina de Harvard indicou que quase 45 mil estadunidenses morrem anualmente (um a cada doze minutos) principalmente porque não têm seguro de saúde. Mas para o grupo de pressão das empresas, a única tragédia seria a possibilidade de uma verdadeira reforma do sistema de saúde. O artigo é de Amy Goodman, postado em 23 de novembro de 2010.</p>
<p>Amy Goodman – Democracy Now</p>
<p>Michael Moore, ganhador do Oscar como melhor documentarista, faz excelentes filmes que, em geral, não são consideradas obras de suspense que gerem a sensação de estar “à beira do abismo”. Tudo isso poderia mudar a partir de uma denúncia feita por um informante do noticiário de Democracy Now, segundo a qual executivos de empresas de planos de saúde pensaram que talvez fosse necessário por em marcha um plano para “atirar Moore pelo precipício”.</p>
<p>O informante era Wendel Potter, ex portavoz da gigante dos planos de saúde Cigna. Potter mencionou uma reunião de estratégia industrial na qual se tratou do tema de como responder ao documentário Sicko, de Michael Moore, produzido em 2007, filme que critica a indústria de seguros de saúde dos Estados Unidos. Potter me disse que não estava seguro da gravidade da ameaça, mas acrescentou em tom inquietante: “Ainda que não tenham pensado em fazer isso literalmente, para ser honesto, quando comecei a fazer o que estou fazendo, temi por minha própria saúde e bem estar; talvez tenha sido paranoia, mas essas empresas jogam para ganhar”.</p>
<p>Moore ganhou um Oscar em 2002 com seu filme sobre a violência armada intitulado Bowling for Columbine. Logo depois fez Farenheit 9/11, um filme sobre a presidência de George W. Bush que se transformou no documentário de maior arrecadação na história dos Estados Unidos. Quando Moore disse a um jornalista que seu próximo trabalho seria sobre o sistema de saúde estadunidense, a indústria de planos de saúde tomou nota.</p>
<p>A associação comercial Planos de Saúde dos Estados Unidos (AHIP, na sigla em inglês), principal grupo de pressão das empresas do setor, teve um enviado secreto na estreia mundial de “Sicko” no Festival de Cannes, na França. O agente saiu rapidamente da estreia e foi participar de uma teleconferência com executivos da indústria, entre eles Potter.</p>
<p>“Tínhamos muito medo”, disse Potter, “e nos demos conta de que teríamos que desenvolver uma campanha mais sofisticada e cara para conseguir rechaçar a ideia da cobertura de saúde universal. Temíamos que isso realmente despertasse a opinião pública. Nossas pesquisas nos diziam que a maioria das pessoas estava a favor de uma intervenção maior do governo no sistema de saúde”.</p>
<p>A AHIP contratou uma equipe de relações públicas, APCO Worldwide, fundada pelo poderoso escritório de advogados Arnold &amp; Poter, para coordenar a resposta. A APCO formou o falso movimento de base de consumidores “Health Care America” para contrapor a prevista popularidade de “Sicko”, o filme de Moore, e para gerar medo em torno do chamado “sistema de saúde dirigido pelo governo”.</p>
<p>Em seu recente livro “Deadly Spin: An Insurance Company Insider Speaks Out on How Corporate PR is Killing Health Care and Deceiving Americans” (Giro mortal: um informante explica como as relações públicas das empresas de seguros estão acabando com o sistema se saúde e enganando os estadunidenses) Potter escreve que se encontrou “com um filme muito comovedor e eficaz na hora de condenar as práticas das empresas privadas de seguros de saúde. Várias vezes tive que fazer um esforço para conter as lágrimas. Moore conseguiu entender bem qual é o problema”.</p>
<p>A indústria de seguros anunciou que sua campanha contra “Sicko” havia sido um rotundo sucesso. Potter escreveu: “AHIP e APCO Worldwide conseguiram introduzir seus argumentos na maioria dos artigos sobre o documentário quando nenhum jornalista havia investigado o suficiente para descobrir que as empresas tinham fornecido a maior quantidade de dinheiro para a criação da Health Care America. De fato, todos, desde a cadeia de notícias CNN até o jornal USA Today, referiram-se a Health Care America como se fosse um grupo legítimo.</p>
<p>O jornal New York Times publicou um artigo, uma espécie de resenha de “Sicko”, na qual citava o porta voz da Health Care America dizendo que isso representava um passo na direção do socialismo. Nem esse jornalista, nem nenhum outro que tenha visto, tentaram tornar público que, de fato, este movimento estava financiado em grande medida pelas empresas de seguro da saúde.</p>
<p>Moore disse que Potter era o “Daniel Ellsberg dos Estados Unidos corporativo”, uma referência ao famoso informante do Pentágono cujas revelações ajudaram a por fim à guerra do Vietnã. A corajosa postura de Potter gerou um impacto no debate, mas a indústria dos planos de saúde, os hospitais e a Associação Médica Estadunidense continuam debilitando os elementos do plano que ameaçam os seus lucros.</p>
<p>Um estudo recente da Faculdade de Medicina de Harvard indicou que quase 45 mil estadunidenses morrem anualmente (um a cada doze minutos) principalmente porque não têm seguro de saúde. Mas para o grupo de pressão das empresas, a única tragédia seria a possibilidade de uma verdadeira reforma do sistema de saúde. Em 2009, as maiores empresas do setor destinaram mais de 86 milhões de dólares à Câmara de Comércio dos Estados Unidos para que esta se opusesse à reforma do sistema de saúde. Este ano, as cinco maiores seguradoras do país aportaram uma soma de dinheiro três vezes maior tanto para candidatos republicanos como para democratas com a intenção de fazer retroceder ainda mais a reforma da saúde. O representante democrata por Nova York, defensor do sistema de saúde público, declarou no Congresso que “o Partido Republicano é uma subsidiária que pertence por completo à indústria de seguros”.</p>
<p>“Provavelmente estarão a favor da retórica das empresas privadas quando afirmam que necessitamos ter mais ‘soluções baseadas no mercado’ (como eles dizem) e menos regulações, que, sem dúvida, são o tipo de coisa que os republicanos vão tratar de conseguir porque regulação é o que essas empresas não querem”, disse Potter.</p>
<p>A indústria de seguros da saúde não está desperdiçando seu dinheiro. Moore disse: “Neste informe estratégico compilado pelas empresas acerca do dano que “Sicko” poderia ocasionar, há uma linha que basicamente diz que no pior dos casos o filme poderia desencadear um levante populista contra as companhias. Essas empresas, em 2006 e 2007, já sabiam que os estadunidenses estavam fartos das empresas de seguros com fins lucrativos e que um dia o povo poderia se levantar e dizer ‘isto terminou’. Este é um sistema enfermo: permitimos que as empresas lucrem a nossa custa quando ficamos doentes!”</p>
<p>Isso é estar doente de verdade.</p>
<p>Tradução: Marco Aurélio Weissheimer</p>
<p>Fonte: http://www.planetaosasco.com/oeste/index.php?/201011273585/Nosso-pais/a-industria-dos-planos-de-saude-nos-eua-contra-michael-moore.html</p>
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		<title>Michael Moore se oferece para pagar parte da fiança do fundador do WikiLeaks</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 13:17:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[15/12/2010 10h16 &#8211; Atualizado em 15/12/2010 10h16 Michael Moore se oferece para pagar parte da fiança do fundador do WikiLeaks France Presse imprimir WASHINGTON, 15 dez 2010 (AFP) -O diretor americano Michael Moore afirmou nesta terça-feira ter oferecido 20.000 dólares ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para ajudá-lo a pagar sua fiança em Londres, e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liberdadeedignidade.wordpress.com&amp;blog=5542968&amp;post=156&amp;subd=liberdadeedignidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>15/12/2010 10h16 &#8211; Atualizado em 15/12/2010 10h16 Michael Moore se oferece para pagar parte da fiança do fundador do WikiLeaks France Presse imprimir WASHINGTON, 15 dez 2010 (AFP) -O diretor americano Michael Moore afirmou nesta terça-feira ter oferecido 20.000 dólares ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para ajudá-lo a pagar sua fiança em Londres, e a seu próprio site e servidores para ajudar o WikiLeaks a revelar segredos do governo. Em um comunicado postado no thedailybeast.com, Moore disse ter enviado na segunda-feira ao tribunal britânico um documento no qual indica estar disposto a pagar 20.000 dólares para ajudar Assange a sair da prisão sob fiança. Moore, cujos documentários anti-establishment também irritaram o governo dos Estados Unidos e líderes empresariais, criticou as acusações apresentadas contra Assange. &#8220;Tudo que peço é que não sejam ingênuos sobre como o governo trabalha quando decide ir atrás de sua presa. Por favor, jamais acreditem na &#8216;história oficial&#8217;&#8221;, afirmou Moore, acrescentando que, culpado ou inocente, Assange tem o direito de se defender. Moore também ofereceu a ajuda de seu site, seus serviores, seus domínios e qualquer coisa que &#8220;possa ajudar a manter com vida e em desenvolvimento o WikiLeaks enquanto continuar com sua tarefa de expor os crimes que foram tramados em segredo e feitos em nosso nome e com o dinheiro de nossos impostos&#8221;. &#8220;Franqueza, transparência: estas são as poucas armas que a cidadania tem para se proteger dos poderosos e corruptos&#8230; e isso é o que faz o WikiLeaks&#8221;, elogiou Moore. &#8220;O apoio ao WikiLeaks é um verdadeiro ato de patriotismo. Ponto&#8221;, concluiu. fgf/cn/ap</p>
<p>Fonte: <a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/12/michael-moore-se-oferece-para-pagar-parte-da-fianca-do-fundador-do-wikileaks.html">http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/12/michael-moore-se-oferece-para-pagar-parte-da-fianca-do-fundador-do-wikileaks.html</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/liberdadeedignidade.wordpress.com/156/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liberdadeedignidade.wordpress.com&amp;blog=5542968&amp;post=156&amp;subd=liberdadeedignidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mãos Dadas.</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 01:35:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[     Mãos Dadas   Recordando os meus tempos de pré-escola, acabei por lembrar de um colega que sempre tinha em muita conta. Era um garoto muito legal e simpático, com quem eu sempre jogava as peladas do recreio e com quem eu compartilhava o nome: Fábio. Ele me chamava de “Fábio Henrique” e eu o chamava [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=liberdadeedignidade.wordpress.com&amp;blog=5542968&amp;post=1&amp;subd=liberdadeedignidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:large;font-family:Times New Roman;"><strong><a href="http://liberdadeedignidade.files.wordpress.com/2008/11/lincoln-obama.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-13" title="lincoln-obama" src="http://liberdadeedignidade.files.wordpress.com/2008/11/lincoln-obama.jpg?w=200&#038;h=198" alt="lincoln-obama" width="200" height="198" /></a>     <a href="http://liberdadeedignidade.files.wordpress.com/2008/11/barackobama.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-16" title="barackobama" src="http://liberdadeedignidade.files.wordpress.com/2008/11/barackobama.jpg?w=499&#038;h=397" alt="barackobama" width="499" height="397" /></a></strong></span></p>
<p><span style="font-size:large;font-family:Times New Roman;"><strong></strong></span></p>
<p><span style="font-size:large;font-family:Times New Roman;"><strong>Mãos Dadas</strong></span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;">  <span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Recordando os meus tempos de pré-escola, acabei por lembrar de um colega que sempre tinha em muita conta. Era um garoto muito legal e simpático, com quem eu sempre jogava as peladas do recreio e com quem eu compartilhava o nome: Fábio. Ele me chamava de “Fábio Henrique” e eu o chamava de “Fábio Silva”, assim como o restante da turma, para não ocorrer confusão.</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Entretanto, as atitudes de algumas pessoas me deixavam confuso. Fora da minha turma da escola e da minha casa, era comum ouvir de dizer que negros eram pessoas “inferiores”, que “cheiravam a macaco” ou que quando alguém fazia algo de errado isso era “coisa de nêgo”. Isso para mim não fazia o menor sentido. Eu sempre lembrava que o Fábio Silva era negro, mas era um menino legal, até mais legal do que garotos brancos como eu, e que de “inferior” e “macaco” ele não tinha nada. Os anos passaram, eu mudei de colégio e nunca mais vi Fábio Silva. De qualquer forma, as lembranças daquelas tardes em que jogava bola com meu amigo “de cor” nunca se apagaram.</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Tempos mais tarde, com forte influência de uma família de orientação política de esquerda (meu avô materno é um ex-deputado estadual cassado e preso durante o regime militar), eu havia me tornado um adolescente politizado que, ademais, adorava ler livros de História, fosse geral ou do Brasil. Foi nessa época que comecei a ter mais contato com as idéias de um certo Martin Luther King Jr., um líder negro norte-americano que durante o fim dos anos 50 até 1968, ano em que foi assassinado, lutou pelos direitos civis dos afro-descendentes em sua terra, os Estados Unidos da América. “Eu tenho um sonho, o sonho de que um dia os homens possam ser julgados não pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter” era uma das frases mais inspiradoras que um jovem como eu poderia ler e ouvir e que poderia ser aplicada às mais diversas formas de discriminação, seja de raça, etnia, sexo, classe social&#8230; O pastor acabou se tornando uma das minhas grandes referências, ao lado de nomes como Ernesto “Che” Guevara, Gandhi, os Beatles (sou fã da banda não apenas por suas lindas canções, mas porque eles também mudaram o mundo) e o homem Jesus de Nazaré (à parte as religiões, uma dos grandes revolucionários da História, sem dúvida).</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mais alguns anos se passaram, eu já estava me tornando um homem e começando a ficar descrente de que minha geração pudesse ver mudanças significativas não apenas na sociedade brasileira como na internacional, no mundo enfim (jovens são assim mesmo, imediatistas e apressados). Todavia, em 2002 algo de diferente aconteceu no Brasil. Um certo torneiro mecânico que durante anos havia tentado se eleger sem sucesso, acabou se tornando mandatário máximo da nação. A eleição de Luís Inácio Lula da Silva para a presidência da República me fez acreditar que era possível transformar a realidade dentro de um sistema democrático, sem necessariamente nos valermos de “processos revolucionários” para tanto. Mesmo que Lula não tenha atendido a todas as expectativas do povo brasileiro, o que seria humanamente impossível é bom dizer, o só fato de ver um operário num lugar que até então era cativo das classes abastadas já representou uma enorme mudança, uma transformação que, como dito acima, eu já não acreditava mais ver. “É, as coisas podem mudar, sim&#8230;”, passei a refletir.</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Contudo, se o Brasil parecia respirar novos ares, o plano internacional se mostrava nefasto. Os EUA, a grande potência econômica e militar do globo terrestre, tinha em seu governo George W. Bush, um representante de tudo que a política norte-americana tem de pior, um retrógrado belicoso cujas atitudes lembram a de um xerife nos tempos do velho Oeste. Suas ações estapafúrdias, principalmente no Iraque, fizeram o mundo esquecer do 11 de setembro e se colocar contra o poderio ianque. A luz poderia vir nas eleições de 2004, onde todos esperavam que os americanos retirassem seu líder belicoso do poder. Qual não é a surpresa quando eles reelegem George Bush: “o problema está mesmo nesse povo estúpido”, pensei. Mais quatro anos se passaram, e, como cereja do bolo, o governo irresponsável do texano ainda mergulhou o mundo em uma crise econômica que não era vista desde 1929.</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mas eis que surge um certo Barack Obama, senador pelo estado de Illinois que, com seu carisma e discurso renovador, prometia novos parâmetros na política do Tio Sam. E duas características suas chamam a atenção: seu nome de origem islâmica (é bom lembrar os grandes desentendimentos entre americanos e islâmicos nas últimas décadas) e um outro talvez ainda mais significativo: a cor de sua pele. Barack Obama é negro (mesmo que não muito escuro, uma vez que filho de mãe branca). E logo me veio à memória o sonho de Luther King: “será que finalmente veremos um homem ser julgado pelo seu caráter e não pela cor de sua pele?”. Ao longo das prévias do Partido Democrata, em que Obama enfrentou uma dura batalha contra uma concorrente que também representaria uma grande mudança (seria a primeira mulher a ser eleita presidente dos EUA), sempre fiquei desconfiado se seria realmente possível um candidato negro ser eleito presidente ou até mesmo passar pelas ditas prévias. Há alguns meses soubemos que ele obteve a indicação do partido. Uma barreira já havia sido transposta.</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E hoje acordo com a notícia de que Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos. Na TV, pude acompanhar a festa nas ruas de Chicago (capital do Estado de Illinois) e por todo o território ianque. O que mais me chamou a atenção foi o fato de ver brancos e negros lado a lado, vibrando e sorrindo por terem ajudado a eleger aquele mestiço de nome “estrangeiro”. Além disso, a imagem de Obama e sua família ao lado do vice Joe Biden e sua respectiva esposa, ambos brancos e louros, todos de mãos dadas, é símbolo de um país transformado ou, porque não dizer, um mundo transformado, tão grande é a influência americana perante as outras nações. Sim, neste 05 de novembro senti que algo de diferente aconteceu. Se, há alguns anos, o Brasil parecia adentrar em um novo tempo, hoje o mundo inteiro parece respirar uma nova era. Talvez Barack Obama não faça um grande governo, é verdade, traga decepções (certamente as trará, pois ninguém é um messias), ponha os pés pelas mãos. Mas só o fato de ver um negro eleito presidente naquele país, onde há apenas 40 anos o famoso líder negro era assassinado por dizer que brancos e negros eram iguais, já é suficiente para fazer surgir um sorriso, mesmo que pequeno, no rosto de todos aqueles que um dia imaginaram um planeta um pouco mais justo.</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Creio que realmente eu estava equivocado anos atrás. Sim, as coisas mudam&#8230; Podem demorar a acontecer, talvez não aconteçam na velocidade que esperamos (afinal, nosso tempo de vida é tão breve, não é mesmo?). Mas&#8230; mudam!</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Acho que Fábio Silva, aquele meu amigo dos tempos da pré-escola, das peladas no recreio, também deve estar sorrindo neste momento&#8230;</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Fábio Henrique de Araújo Carmo</span></p>
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